Atelier do Arquiteto    

Um artista metafísico
por Lucila Vieira da Quadrante Galeria de Arte

Sérgio Ramos se revela em cada traço, no espaço lúdico que constrói e que circunda tudo que cria. É capaz de conduzir o observador a um mundo imaginário, transcendente e cheio de fantasia, usando temas singelos e imagens familiares. Essa é a grande magia de sua obra.

Por outro lado, Sérgio é um acadêmico. Combina o conhecimento arquitetônico formal com a percepção clássica da arte. Preocupa-se com a estrutura estética, o equilíbrio pictórico e usa de recursos da Gestalt para recriar planos, perspectivas e formas.

Arquiteto de formação, Sérgio Ramos é também designer e ilustrador, com um currículo extenso e eclético. Premiado no Brasil e no exterior, é um vulcão criativo que faz do cotidiano objeto de inspiração para provocar uma nova percepção de mundo.

Exposição em Lourmarin - Aix en Provence - França

O artista plástico Sérgio Ramos foi o único brasileiro selecionado para participar do 1º Salão Internacional de Arte Contemporânea, promovido pela Galeria Carré d'Artistes, entre os dias 11 e 14 de julho de 2014, em Lourmarin, Aix-en-Provence, na França.

Para essa primeira edição foram selecionados cinquenta artistas das vinte e três galerias Carré D'Artistes, que contam atualmente com a participação de quinhentos artistas de diversos países.

Sérgio Ramos embarca no próximo dia 08 levando como bagagem especial cinquenta e quatro obras inéditas, em pequenos e grandes formatos.

O ENCONTRO DA SINFONIA PICTÓRICA
COM A SINFONIA SEMÂNTICA

Casa, craviola, gramofone, peixe, pássaro e folha: em que espaço, em que lugar todas essas coisas se encontram? Para que ponto comum elas avançam? Para que ponto comum, por exemplo, um peixe e um pássaro podem se dirigir? A resposta a essas perguntas, acredito, colocará sob uma clara luz o vigor da imaginação posto em movimento por uma admirável inteligência, cujo resultado é a obra "A Craviola", de autoria de Sérgio Ramos.

Nessa tela, onde vemos uma criativa riqueza de formas, as imagens são, a um só tempo, imagens, belas por si sós, e invólucros de um determinado conteúdo temático. Com outros termos, as imagens avançam sobre seus próprios limites e atingem o terreno do simbolismo, isto é, revestem-se de natureza simbólica, a qual, portanto, remete a uma outra coisa. Logo, na pintura em apreço, duas coisas convocam a nossa atenção: a beleza pictórica e a força simbólica de seus elementos. Nada, contudo, obsta o observador a optar apenas por uma de duas alternativas: ou deter-se na contemplação das imagens ou deter-se na reflexão sobre o seu simbolismo. No meu caso, optei por olhar e por pensar.

Inicialmente, ofereci à obra apenas a minha atenção visual. Depois, no entanto, intrigado com o fato de alguns elementos tão díspares entre si ocuparem um mesmo espaço pictórico, lancei-me na tentativa de desnudar o simbolismo das imagens, de romper a superfície pictórica para atingir o seu fundo temático.

Além da beleza plástica, constituída pelo que poderemos nomear de "sinfonia pictórica", essa tela apresenta o que poderemos expressar de "sinfonia semântica". O artista promoveu muito bem, nela, o encontro da forma com o conteúdo. Entretanto, saliento, mesmo que a riqueza de formas se encaminhasse para a "gratuidade", ainda assim, a tela seria bela.

Com a Lingüística, aprendemos que o sentido de uma palavra nem sempre está nela própria, mas na sua relação com as demais que constituem o texto. A título de ilustração, recorrerei a duas frases: a) A criança não gostou da manga de sua camisa; b) A criança não gostou da manga azeda. O que significa o termo "manga"? Este possui sentido em si mesmo? Não. Na primeira frase, notamos que significa a parte da camisa que cobre o braço, ao passo que, na segunda, significa uma espécie de fruta. Donde concluímos que o que determina o sentido de "manga" na primeira frase é sua relação com o adjunto adnominal "de sua camisa", enquanto que o que determina o seu sentido na segunda é a sua relação com o adjetivo "azeda".

Na tela "A Craviola" (assim como em muitas pinturas), os elementos não possuem sentidos em si sós, mas em suas relações mútuas, razão pela qual se o peixe, por exemplo, estivesse dentro de um outro contexto pictórico, poderia reportar-se a um outro significado, diverso do que possui na referida obra. Mas, finalmente, vamos à leitura desta: além da craviola, vemos uma boca de gramofone, algumas casas, folhas, um ou dois pássaros e alguns peixes. Analisando as relações que esses elementos estabelecem entre si, chegaremos à seguinte conclusão: repouso do lar onde músicas podem ser tocadas, música dos instrumentos, música do pássaro através de seu canto, peixes cujos movimentos na água lembram uma dança e folhas que dançam quando tocadas pelo vento. Por conseguinte, a obra possui uma riqueza de formas que, além de concorrem para um todo harmônico, confluem, a meu ver, para um mesmo centro temático: a música.

Como sabemos, o século XIX presenciou, nas artes, o tenso embate entre forma e conteúdo. Com o Dadaísmo, cujo advento se deu em 1916, esse embate se acirra. O movimento dadaísta abarcou os campos literário e plástico e seu fim elementar era afugentar o conteúdo, expurgar do significante o significado. É certo que não é a relação, ou sua falta, entre forma e conteúdo que torna uma obra mais ou menos bela. Portanto, não se trata aqui de defender uma coisa ou outra, até porque é enriquecedora a própria luta que se trava no interior das manifestações artísticas. Porém, no caso da obra que acabamos de "ler", presenciamos a busca mútua entre forma e conteúdo, levada a efeito por uma apurada técnica e imaginação fecunda, o que a torna bela.

Enfim, não tenho dúvida de que o artista Sérgio Ramos, que, a julgar pelo seu currículo, já possui um nome consolidado, pelo menos, no cenário nacional, avançará com passos firmes - ou melhor, com pinceladas firmes - pelo futuro adentro.

RÚBIO ROCHA (amante das artes plásticas, da literatura, da música e do cinema). Setembro de 2013

A arte de Sergio Ramos

Saecula Seculorum

O Filósofo Heráclito de Éfeso inaugura no pensamento ocidental uma preocupação que permanece até os dias de hoje: a da mudança constante às quais as coisas estão submetidas. Panta rei, tudo flui, tudo está sujeito à mudança, menos a própria mudança, o devir constante das coisas. Esta afirmação foi causa de grande incômodo para o nascente pensamento filosófico da época, pois mostrava o problema concreto ao qual uma pretensão de apreensão das coisas como elas são realmente sempre esbarra, ou seja, a não permanência de uma coisa em um único estado. Tal problema começa a ser satisfatoriamente solucionado por Sócrates e Platão, pela criação da noção de um mundo que exista para além da matéria que compõe as coisas cotidianas, portador de uma essência mais sublime, e que vai desembocar na criação da metafísica. O mesmo problema é retomada constantemente na história do ocidente, desde logo depois de seu surgimento, com as reformulações de Aristóteles, passando pelo filósofos cristãos, como Santo Agostinho e São Tomas de Aquino, e desembocando em pensadores mais atuais, como Hume, Kant, Hegel e Heidegger. No entanto, a preocupação com o que permanece, apesar da constante mutação percebida nas coisas, não é uma preocupação exclusiva da filosofia, mas também vai encontrar sua manifestação nas artes. A expressão iconográfica da arte Bizantina, a retomada de proporções áureas no renascimento e as tentativas de captação e manutenção do momento, do sublime, em pintores como Vermeer e Monet são diferentes formas de expressão dessa preocupação.

A exposição Saecula Seculorum (Pelos Séculos dos Séculos) do pintor e arquiteto Sérgio Ramos tráz uma série de obras herdeiras diretas dessa preocupação. Com um amalgama de diversas formas de captação da permanência, que vai desde o uso de símbolos pertencentes à semiosfera ocidental (ou a um inconsciente coletivo de raízes greco-semítica) que persistem como possuidores de sentido, até a utilização de formas de expressão dessa permanência, como a captação do instante e a expressão do sublime. No entanto, para além de uma atividade de síntese de momentos e experiências passadas, pode-se perceber contribuições próprias do artista, tanto na inserção de elementos cotidianos, do mundo da vida (o Lebenswel de Husserl) em estreita harmonia com figuras transcendentes, quanto pela transformação do ambiente, no qual os elementos centrais estão representados, em portadores de mensagens próprias, que instauram uma constante dialogia entre figura e fundo.

Sanyo Drummond Pires - agosto de 2010

TEIA CRONÓPIOS
Autora: G. Brahm

Estava escrevendo meu livro Caixa de Milagres, quando conversando com uma amiga do Rio Grande do Sul, ela me disse para entrar no site Cronópios para observarmos como os escritores estavam divulgando seus trabalhos.

Entrei e adorei o formato brincalhão e dinâmico do site. Eu tinha acabado de enviar meu livro para editoração e não tinha gostado da ilustração da capa. Não era bem o que eu esperava. Entrei então, na seção "Ilustradores' do site e fiquei absolutamente maravilhada com as ilustrações de Sérgio Ramos
http://www.cronopios.com.br/cronopinhos/portfolio.asp?id=110

Resolvi entrar em contato através do site com Sérgio e só depois fiquei sabendo que ele também era mineiro, de Viçosa. A internet tem dessas coisas, é capaz de aproximar quem está distante e conectar quem está na mesma energia.

Foi incrível nosso contato. Meu livro e projetos pareciam encaixar na arte de Sérgio como luva.
As recorrentes fantasias que se interpunham umas as outras em mosaicos coloridos formando figuras em estilo cubista prenderam minha atenção, fazendo-me ficar absorta olhando, horas a fio, o milagre da pintura de Sérgio Ramos.
Até hoje, não conheço pessoalmente Sérgio, mas sua alma vibra exatamente com o que sinto. Nosso contato é tranqüilo, dinâmico, profissional. Com apenas uma ou duas conversas acertamos os passos de nosso trabalho em conjunto.
Ele se tornou o meu ilustrador predileto e agora ficou difícil separar minha obra de sua arte. Tenho receio que o leitor reclame, caso não estejamos juntos nos projetos.
No momento, estamos trabalhando na ilustração de vários livros infantis: entre eles: Caixa de Milagres, Onça-Concha; As Mazelas de Lizbella, Óculos mágicos entre outros, além do meu próximo livro de poemas: Em Paralelo.
Mas o que mais me prende nesse contato é a liberdade de expressão, o pouco falar e o muito sentir e o jeito desencanado, perfeccionista e criativo de Sérgio. Além do mais eu tenho certeza que um portal se abriu. Sinto isso pela forma como as coisas acontecem depois que comecei a trabalhar em Caixa de Milagres. Um milagre se sucedeu a outro e muitos artistas se juntaram contribuindo seja com a música, seja com os ritmos, com os desenhos, as pinturas ou com a arte de contar estórias,cantar, compor, dramatizar e interpretar poemas, histórias e melodias; que acabou culmiando em um belo Projeto chamado: Arte e poesia pra gente!

Este projeto visa levar a arte e a poesia ao alcance de todos, tendo a poesia como a grande aglutinadora de outras artes que se chegam e compõe o grande mosaico artístico no universo que encanta as pessoas sensíveis.
Costumo dizer que se os olhos e os sentidos forem tocados, facilitamos nosso grande trabalho e quem sabe os milagres serão mesmo percebidos e multiplicados.
A internet neste sentido é nossa grande aliada!
Através de Sérgio vim a conhecer Pipol que gentilmente entrou em contato comigo, após e-mail que lhe enviei, parabenizando pelos sites Cronópios & Cronopinhos e pelos efeitos que nos proporcionou e tem nos proporcionado a cada dia, não só como meio de divulgação, mas como um espaço diferenciado e marcante; inteligente e brincalhão que aproxima quem acredita em boas companhias, arte e comunhão de espírito.

G. Brahm é pseudônimo da escritora Regina Carvalho.
Ela é também psicóloga e empresária. E-mail: evoluz.mg@terra.com.br

http://www.cronopios.com.br/cronopinhos/critico.asp?id=129

"Quando olho para a arte de Sérgio Ramos
Algo me parece muito familiar
Sinto um efeito hipnótico. Fico olhando, olhando,
olhando.... Passaria dias olhando sem me cansar!
Sinto algo indescritível, mágico, que me provoca um
certo encantamento, misterioso, delicioso...
Me remete a lugares, paisagens, lembranças de um
tempo que não mais voltará,
Mas que foi muito bom!
Originalidade, essência, simplicidade detalhada com
muita arte!
Um mosaico de boas sensações, gosto refinado,
cores que revelam tons marcantes e um mundo de
experimentações que ninguém deve perder!
Essa é arte de Sérgio Ramos, artista mineiro, "super
gente boa", super competente, que nos premia com
beleza rara, raros prazeres e uma ousadia discreta e leve
de quem sabe não só fazer arte, mas mexe com a vida
da Gente de forma intrigante e marcante!"

G. Brahm - (Escritora do livro: Caixa de Milagres -
ilustrado por Sergio Ramos)

"Suas pinturas e desenhos são metáforas de objetos do cotidiano que se compreendem, se refletem e se correspondem como em um diálogo. Circunstâncias organizadas por ícones como parte de uma tradução poética, formando uma coleção lúdica, onde brinca com os conceitos de tempo-espaço e gestalt, para ativar os arquétipos da memória. São reminiscências sem saudosismos. Alegorias de um mundo cuja essência não é meramente fictícia. Seu trabalho sugere uma nova interpretação desses objetos em uma atmosfera intimista, típica em suas obras, em tons quase oníricos. Traduzem o inconsciente coletivo através de imagens primordiais, fazendo referência ao nosso arquivo mental: as formas simples ilustram histórias onde todos já fomos protagonistas."

Denise Guidetti, jornalista, 2006.

"Não acredito que a técnica suplante o “conteúdo”, mas sei que para o mercado em geral, as pessoas leigas olham para o “fazer”...vc já deve ter escutado: Nossa que trabalho! Quanto tempo vc levou para fazer isso? Que vergonha...se vc tivesse levado 5 minutos, já é suficiente para mostrar seu conteúdo..O Ser-humano dá importância ao “tempo” gasto, e não ao que a peça quer dizer, quer explorar. De qualquer maneira gostei de seu trabalho..devo até dizer que encontro uma raíz Brasileira e uma alma internacional. As imagens que vi, mostram personagens Brasileiros em situações Brasileiras e costumes Brasileiros. Vejo tb uma junção cromática e formal que revela uma preocupação em mostrar um mundo conhecido por nós, simples e alegre. Sua arte é um Koan, Hamelins e Todos os Santos, nela encontro, además da técnica, uma procura de um mundo feliz e cheio de histórias para serem contadas. Pensei até arriscar que seu “mundo pictórico”, este mesmo das intercecções/junções de imagens, pudesse ganhar este formato tridimensional...

Alex Lipszyc
, diretor de marketuing da associação brasileira de designers de interiores, 2008

Arquitetura e pintura andam de mãos dadas nas telas de Sérgio Ramos

O artista, que faz trabalhos para design, arquitetura e pintura, deixa entrever em suas obras traços peculiares que revelam a sua identidade, como o uso de tintas com tons terrosos, o equilíbrio e disposição dos objetos, ícones recorrentes nas telas e o desenho medido e meticuloso, mostrando a proximidade com a arquitetura.

Trabalhos para decoração, design, arquitetura e pintura são algumas das multifacetas da arte bem desenvolvidas pelas mãos de Sérgio Ramos, mas é com as telas que ele melhor revela sua identidade.

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, em Arquitetura e Urbanismo, conseguiu sua primeira exposição ainda como estudante, em 1988, no espaço do Cineclube cedido pela universidade.

Dentre outros prêmios, o artista lembra de um que ganhou, pela categoria Artes Plásticas, em Nova York. "Nesse prêmio eram mais de 5000 concorrentes. Eu trabalhei com tinta pra tecido em material reciclado". Com uma semana em NY, o pintor ficou feliz em visitar museus e galerias na cidade.

O estilo peculiar de Sérgio Ramos imprime em suas obras a possibilidade de a reconhecermos mesmo antes de ver a assinatura. O uso de tintas com tons terrosos, o equilíbrio e disposição dos objetos, ícones recorrentes nas telas, o desenho medido e meticuloso, tudo nos revela a identidade desse artista que consegue relacionar tão bem as artes plásticas com a arquitetura

Em entrevista cedida ao JNT, Sérgio fala um pouco de seu modo de trabalhar:

JNT: Sua mãe também pinta. Você teve influência dela para começar a desenvolver seus trabalhos?

SR: Minha mãe já pintou muito. Hoje, insisto pra ela voltar a pintar. O estímulo da família é que foi muito importante pra mim. Toda criança tem o hábito de desenhar. Se os pais acabam notando uma tendência na música, pintura, escultura eles devem incentivar os filhos.

JNT: Arte é criar ou recriar?

SR: Um amigo meu diz que vivemos na era dos "ismos", dadaísmo, expressionismo, futurismo. Nós estamos tão cercados de influências por todos os lados que isso acaba refletindo no nosso trabalho. Dentro daquilo que já existe, o artista deve criar seu próprio estilo.

JNT: Qual a influência da religiosidade em suas obras?

SR: Eu tenho alguns quadros com peixes, São Francisco de Assis, anjos. Recebi muita influência em São João Del Rei (MG) onde eu mantive uma loja durante um ano. Eu gosto de trabalhar com a simbologia, os mitos. Tenho estudado a metafísica onde os personagens estão na cena, mas olham pra outra dimensão.

JNT: O que Inspira Sérgio Ramos?

SR: Eu fico fechado e escolho exatamente o que vai me inspirar. Tenho lido muito Fernando Pessoa, depois de ler "O ano da morte de Ricardo Reis", de José Saramago. Para buscar inspiração procuro ficar sozinho, no silêncio. Quando o artista se incomoda com a solidão é a hora em que ele cria. Mas, enquanto estou trabalhando, não gosto de ficar totalmente isolado, escuto uma música, fico perto de meus filhos.

Autor : Cristiano Sávio - Correspondente em Minas Gerais
Fonte : Jornal Novas Técnicas 11/11/2006

COMENTÁRIOS:

Simplesmente maravilhoso o seu trabalho. Eu sempre digo que o verdadeiro artista plástico já nasce com esse dom. Ninguém forma um artista plástico e você nasceu com o dom das tintas. Parabéns pelas suas telas. Formas, cores, movimento, tudo em perfeita harmonia. Vou solicitar dos meus alunos de desenho e pintura (curso de extensão da UFPE) que visitem o seu site. Abraços, Rui Cruz Pacheco.

Sobre o projeto “Pipas” exposição em S.J.D.R. 2006

O princípio lúdico é sempre muito cativante enquanto objeto de estudo sobre alguns temas do cotidiano. Nas infâncias e em suas reminiscências, esses objetos corriqueiros nos proporcionam uma memória, talvez uma história a ser contada, nesse caso, a ser pintada! Pode até parecer um tema desgastado, mas essas histórias ainda proporcionam poesia nesse nosso espaço-tempo contemporâneo globalizadamente industrial. É o conceito de objeto gestalt, é a síntese dos primeiros pensamentos que se traduzem em imagens: bicicletas, varais, vasos, cadeiras, casas, brinquedos, oriflames, mesas, peixes, bules, guarda-chuvas, garrafas, portas, dirigíveis, bandeiras, gatos, sobrados, vasos, pássaros, crianças, ilhas, torres, caixas, rodas, janelas, alaúdes, regadores, telhados, xícaras, carrinhos de mão, conchas, trevos, palafitas, tambores, submarinos, escadas, árvores, luas, gramofones,óculos, relógios, livros, brinquedos, igrejas, poetas, faróis, homens-peixes, campanários, linhas de trem, livros, flautistas, aviões de papel, peixes-voadores, mergulhadores, vilas submersas, fábulas, istmos, observatórios, cartas raras, bondes, águas, plataformas, máscaras, folguedos, almas, cerâmicas, quintais, reisados, pontes, domingos, toadas, longitudes, teatros, astrolábios...

Utilizando a técnica do desenho à mão que foi posteriormente digitalizado e plotado sobre um céu (que por coincidência é uma foto de um céu de tarde de São João del Rei), que inseri esses desenhos-objetos-lúdicos como parte “aerodinâmica” dessas pipas, que nos contam um pouco mais sobre essas velhas-recentes histórias.

Sérgio Ramos, Maio 2006

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